Expansão da Cana-de-açúcar
no Pontal do Paranapanema.
Teodoro tem 20,2 mil hectares
de cana plantada
30% é a Porcentagem de crescimento da área de produção de cana região
Com uma área de 20.225 hectares (ha) de plantio de cana-de-açúcar para colheita este ano, o município de Teodoro Sampaio lidera o ranking dos maiores canaviais da 10ª Região Administrativa (R.A.). A área de plantio do município cresceu 15,99% em relação à safra de 2006/2007. Flórida Paulista aparece em segundo lugar com 19.151 ha, seguido de Martinópolis, que possui 17.949 ha. Os números são resultados de um levantamento feito por O Imparcial nos Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDR) da região, que ainda aponta sete municípios sem produção de cana.
Mesmo assim, a expansão dos canaviais é fator confirmado em toda a região. Comparando os dados da área de plantio das safras 2006/2007 e 2007/2008, constata-se que houve um crescimento de 30,82% nos hectares, já que a área nova é de 243.484 ha.
De acordo com o levantamento, a produção de cana de Teodoro Sampaio na safra atual é 15,99% maior que a da safra passada, quando a área total de plantio era de 17.462 ha.
Com a segunda maior área de plantio entre os municípios da 10ª R.A., aparece Flórida Paulista, que cresceu 8,51%, em relação à safra anterior, cujo cultivo da cana atingiu 17.649 ha.
Martinópolis e Adamantina são os próximos do ranking, com áreas de 17.949 e 13.109, respectivamente, e que também apresentaram crescimento no último ano.
Os municípios que não apresentam áreas de canaviais são: Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Indiana, Monte Castelo, Panorama, Pracinha e São João do Pau dAlho.
Na variação contrária ao crescimento, Nantes é o único município em que houve a diminuição na área de plantio. De 4.977 ha da safra 2006/2007 para 1.943 ha da safra 2007/2008, uma redução de 156,15%.
Nos demais municípios a expansão das áreas canavieiras é notável. Somando os hectares de toda a região, são 57.366 ha a mais do que o total do ano passado, quando os números não ultrapassaram os 186.118 hectares.
A Udop, através da Assessoria de Imprensa, caracteriza o avanço da produção de açúcar e álcool como resultados da “boa rentabilidade” que o setor oferece, principalmente aos produtores que preferem arrendar suas terras para as usinas, devido à boa remuneração. A tendência, segundo a Udop, é que o ritmo da expansão prossiga nos próximos anos com a instalação de novas usinas na região.
Fonte: EDNÉIA SILVA-DA REDAÇÃO – Jornal Imparcial (23/03/2008)