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Nota da CNBB sobre

o caso da Irmã Dorothy: Clamor por Justiça

A CNBB manifesta indignação ética pelo resultado do Tribunal do Júri, em Belém, absolvendo, pela maioria dos votos dos jurados, o acusado de mandante do assassinato da Irmã Dorothy Stang. O fato aumenta a preocupação da CNBB com a Vida de todos os ameaçados/as de morte no Pará, entre os quais estão nossos três Bispos: Dom José Luiz Azcona, Dom Erwin Kräutler e Dom Flávio Giovenale. Estamos informados que o Ministério Público do Pará apelou da sentença, mostrando que o resultado do veredicto é incompatível com as provas dos autos.

Solidarizamo-nos com a Congregação Notre Dame de Namur, com os familiares da Irmã, com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) que criou o Comitê Dorothy, com a Prelazia do Xingu; e esperamos que este resultado não intimide a luta em favor da verdade e da justiça.

Pedimos a luz do Espírito Santo, nesta semana de preparação da festa de Pentecostes, para que as autoridades do Tribunal de Justiça do Pará recuperem a justiça, erradicando a impunidade que estimula a violência.

Expressamos todo nosso estímulo ao trabalho das comunidades de Anapu/PA, que continuam a missão da Irmã Dorothy, denunciando os crimes agrários e ambientais, e anunciando a esperança que não engana.

"Felizes os que promovem a Paz.  Felizes os que são perseguidos por causa da Justiça", nos diz Jesus Cristo.


Brasília-DF, 08 de maio de 2008

Dom Luiz Soares Vieira

Arcebispo de Manaus, AM

Pela Presidência da CNBB

08/05/2008 - 09:03 - Ministério Público vai investigar testemunha de caso Dorothy

O Ministério Público do Pará vai instalar um inquérito civil para investigar se Amair Feijoli da Cunha, condenado por ter intermediado o assassinato da irmã Dorothy Stang, em 2005, mudou sua versão do crime em troca de aproximadamente R$    100 mil. Como testemunha do caso, ele afirmou que Vitalmiro Bastos de Moura, acusado de ser o mandante do assassinato, é inocente. No entanto, em 2006, durante seu julgamento, ele alegou que Moura o havia procurado para que ele encontrasse alguém para matar a missionária. A suspeita do Ministério Público vem de uma afirmação feita pela mulher de Amair, Elizabete Coutinho, que afirmou em juízo ter recebido cerca de R$ 100 mil de Bida, pelo pagamento de dívidas. 


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