Polícia Militar atira em Trabalhadores Rurais Sem Terra no Pontal
Contra o avanço do cultivo da cana-de-açúcar no Pontal do Paranapanema; contra o Projeto de Lei do governador José Serra – PSDB (PL 578/2007), que regulariza o latifúndio e contra a lentidão da reforma agrária cerca de 500 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), protestaram no dia 17 de outubro ocupando a frente do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), em Presidente Prudente-SP.
Segundo os integrantes do MST, a polícia dialogou com as famílias às 9h:30, constatando que tudo estava tranqüilo. Entretanto, uma hora depois, os policiais chegaram atirando balas de borracha e usando gás-pimenta. A brutalidade dos policiais atingiu crianças, mulheres, idosos e militantes do movimento. A ordem para a ação da Polícia Militar ocorreu após o coordenador do Itesp, Marcos Túlio Vanalli, comunicar seus superiores. Para o MST, o governo age abertamente contra os trabalhadores rurais.
Após o confronto, que resultou em pessoas feridas, houve uma reunião com o coordenador do Itesp. Nesta reunião estava presente, como mediador, o bispo de Presidente Prudente Dom Benedito e agentes da Pastoral da Terra (CPT). |